domingo, 13 de março de 2011

Já chega. Tomei uma decisão à exatamente cinco minutos atrás que talvez vire minha vida ao avesso. Decidi passar uma borracha nos “quases” que imaginei com você. Mas eu não voltarei atrás, não mesmo. Não depois de tanto tempo sufocado, não depois de tanto tempo engolindo à seco essas dúvidas. Hoje foi a gota d’água, hoje eu percebi que gosto mais de mim do que de você. Hoje eu finalmente reencontrei a razão que você havia me roubado. Por fora tudo vai continuar como estar, não mudará nada. Mas dentro de mim? Não há uma migalha se quer no mesmo lugar. Estava me tornando autodestrutivo, esse sentimento invadiu o mais fundo do meu ser, eu estava morrendo aos poucos, bem lentamente. Suas palavras eram lanças atravessando meu corpo, seus abraços faziam parte de um sonho. Seus beijos eram só mais uma ilusão que você me fez criar. Mas eu decidi por um ponto final em tudo isso. Não aguentava mais, joguei tudo pro alto. E não pense que tudo isso é um simples blefe, por que eu não tenho mais condições psicológicas de sustentar esse amor sozinho. O que me dói não é fato de largar tudo agora, a dor maior é ter a certeza de que você cairá na real tarde demais. E nessa hora não restará nenhuma sombra desse amor incondicional que eu te ofereci. Demorei muito pra entender, pra aceitar, eu admito. Mas antes tarde do que nunca. Jamais esquecerei nossos momentos, nossas conversas, e nossas risadas após aquelas brincadeiras que conhecemos bem. Tava faltando “eu” em mim mesmo, tava faltando verdade. Sempre faltou você. Mas você carne e osso sempre esteve comigo e sempre estará. Mas eu queria isso que você chama de coração, queria ter espaço aí, queria ir além. Minha querida, nossa hora chegou. Embarcarei brevemente em uma jornada possivelmente sem volta. Eu agora me disponibilizei à novos amores. Não se preocupa, te carregarei junto à mim, sempre. Mas agora em outro local, te arranquei do meu peito e a coloquei no meu bolso. Peguei o sentimento e o coloquei junto às nossas fotografias, naquela mala remendada chamada memórias. Algum dia estarei de volta, chegarei sem avisar em uma manhâ de 29 de fevereiro. Até lá, fique bem, fique com ele. Pois eu não estarei mais aqui para te consolar. Minha vez chegou meu amor, o destino que antes possuia seu nome, agora é só um vale escuro. E é para lá que eu vou, sem pressa, sem dor.

Mateus Freitas

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